Aos dezessete anos de idade consegui meu primeiro emprego como programador. Foi numa pequena empresa que desenvolvia software para outras pequenas empresas. Os usuários desses softwares eram, na sua esmagadora maioria, quase totalmente leigos em informática. Esse cenário fez com que o seguinte conselho do meu então chefe fosse pertinente:
“Nunca duvide da capacidade de um usuário ser uma “ameba”.”
Em outras palavras, meu chefe não queria que eu deixasse brechas nos softwares para que os usuários cometessem um erro. Se houvesse uma única chance de um usuário fazer uma besteira, isso seria suficiente para algo dar errado. Era a Lei de Murphy.

